Data de Publicação: 04/06/2020

Há pouco (04/6), a prestigiada revista The Lancet publicou retratação a respeito do artigo "Hydroxychloroquine or chloroquine with or without a macrolide for treatment of COVID-19: a multinational registry analysis", pois foram levantadas uma série de dúvidas e suspeitas a respeito do banco de dados dos autores.
Os autores não conseguiram concluir uma auditoria independente dos dados que sustentam sua análise e, como resultado, eles concluíram que "não podem mais garantir a veracidade das fontes de dados primárias".
O estudo utilizou registros hospitalares adquiridos por uma empresa de análise de dados pouco conhecida chamada Surgisphere para concluir que pacientes com coronavírus em uso de cloroquina ou hidroxicloroquina tinham maior probabilidade de apresentar arritmias cardíacas e tinham maior risco de mortalidade no hospital.
O periódico New England Journal of Medicine (NEJM) também publicou uma nota de preocupação sobre um segundo estudo usando dados do Surgisphere, publicado em 1º de maio. O artigo relatou que o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), não pareceu aumentar o risco de morte entre pacientes com COVID-19.
Um terceiro estudo da COVID-19 usando dados do Surgisphere também atraiu preocupação. Em uma pré-impressão publicada pela primeira vez no início de abril, o fundador e CEO da Surgisphere, Sapan Desai, e co-autores concluem que a ivermectina, um medicamento antiparasitário, reduziu drasticamente a mortalidade em pacientes com COVID-19.
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Fontes:
(Mauro Gomes)