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Artigos que contam a história da pneumologia.

CONSENSO EUROPEU DEFINE BOAS PRÁTICAS PARA TRIAGEM E AVALIAÇÃO CLÍNICA DA DISFAGIA EM ADULTOS

Data de Publicação: 10/08/2025

 

- por Dr. Mauro Gomes

A European Society for Swallowing Disorders (ESSD) publicou recentemente um documento de consenso sobre triagem e avaliação não instrumental da disfagia em adultos. O texto recomenda substituir ferramentas não validadas por métodos com bom desempenho diagnóstico, validade e confiabilidade comprovadas, sempre considerando a viabilidade de aplicação clínica.

A triagem deve priorizar populações de risco — como pacientes pós-AVC, idosos frágeis, portadores de doenças neurológicas progressivas, paralisia cerebral e câncer de cabeça e pescoço — e ser seguida de avaliação especializada.

Ferramentas citadas no consenso:

  • Triagem padronizada:
    Gugging Swallowing Screen (GUSS) – avaliação clínica inicial e teste de deglutição com diferentes consistências.
    Toronto Bedside Swallowing Screening Test (TOR-BSST) – combina análise de voz/linguagem e teste com água.
    Volume–Viscosity Swallowing Test (V-VST) – usa três viscosidades e volumes variados para avaliar segurança e eficácia.

  • Avaliações complementares:
    Mini-Cog ou Mini-Mental State Examination (MMSE) – rastreio cognitivo.
    Functional Oral Intake Scale (FOIS) – nível de ingestão oral.
    • Questionários de qualidade de vida e função: MD Anderson Dysphagia Inventory (MDADI), Sydney Swallow Questionnaire (SSQ), Swallowing Quality of Life questionnaire (SWAL-QOL), Dysphagia Handicap Index (DHI).
    Oral Health Assessment Tool (OHAT) – saúde oral.
    Mann Assessment of Swallowing Ability (MASA) e MASA-C – avaliação clínica detalhada, com versão para câncer de cabeça e pescoço.
    Test of Mastication and Swallowing of Solids (TOMASS) – mastigação e deglutição de sólidos.
    McGill Ingestive Skills Assessment (MISA) e Dysphagia Disorder Survey (DDS) – observação de habilidades alimentares.

O documento também destaca a necessidade de treinamento de qualidade para todos os profissionais envolvidos e aponta lacunas de pesquisa, como a padronização internacional de definições, critérios de gravidade e conjuntos mínimos de desfechos para estudos e prática clínica.

Recomendações-chave da ESSD:

  1. Descontinuar ferramentas não validadas.

  2. Utilizar instrumentos com evidências sólidas e adequados ao público-alvo.

  3. Direcionar a triagem a grupos de risco bem definidos.

  4. Garantir capacitação dos profissionais para aplicação dos métodos.

Confira o documento completo com o link para baixar na nossa Central de Downloads. matéria completa em


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