DESTAQUES DA ATS 2017: MANEJO DA INFECÇÃO PULMONAR EM IMUNOSSUPRIMIDOS
Data de Publicação: 23/05/2017

Uma longa tarde de discussões sobre as infecções pulmonares em imunossuprimidos foi realizada na ATS-2017. Resumimos abaixo algumas considerações que julgamos importantes e interessantes apresentadas nessa sessão.
Deve-se realizar o rastreamento para tuberculose (TB) doença e TB latente para todo candidato ao uso de imunobiológico, pois o risco para a doença é 9 vezes maior na Artrite Reumatoide e 30 vezes maior com o uso do bloqueador de TNF-alfa. O teste tuberculínico pode apresentar resultados falso-negativos nesses casos. Deve-se manter muita atenção quanto a formas de apresentação atípica da doença. Quando da presença da TB, deve-se tratá-la primeiro. O tratamento da TB latente deve durar 9 meses.
O risco de morte por infecções no transplantado de pulmão ocorre especialmente nos seis primeiros meses após o transplante. A apresentação geralmente é atípica, com menos febre, menos sintomas e menor contagem de leucócitos. A doença costuma ser mais disseminada e invasiva. O diagnóstico é difícil, pois é preciso distinguir colonização de infecção e os testes sorológicos são menos confiáveis. O tratamento também desafiador devido às interações entre as drogas, especialmente as utilizadas antirrejeição, à resistência aos antibióticos e à pobre resposta imune. O surgimento da bronquiloite obliterante também favorece o aparecimento de bronquiectasias e infecções crônicas ou recorrentes.
Em transplante de órgão sólido a Aspergilose Invasiva é uma grande complicação, com alta mortalidade (66-87%). Insuficiência Renal, infecções bacterianas recorrentes, Citomegalovirose, câncer e neutropenia são fatores de risco. O diagnóstico é difícil, pois os achados tomográficos são inespecíficos, as culturas frequentemente negativas,e a galactomanana (GM) sérica é pouco sensível (25%). A pesquisa da GM no lavado broncoalveolar é o método mais útil. A droga de primeira escolha é o voriconazol e não há dados que direcionem o tempo de tratamento e o monitoramento da resposta.
Para fazer o download da mais recente diretriz para o manejo da aspergilose, clique aqui.