DESTAQUES DO ERS-2013: NOVOS ESTUDOS COM OMALIZUMAB EM ASMA GRAVE
Data de Publicação: 10/09/2013

O omalizumab é o primeiro medicamento biológico para tratar asma grave. Segundo o prof. Ratko Djukanovic (Reino Unido) apresentou no ERS-2013, hoje se sabe que este anticorpo monoclonal não atua somente bloqueando a IgE, reduzindo seu nível sérico, mas também reduz o número de receptores de alta afinidade para a IgE nos mastócitos, basófilos e células dendríticas. O omalizumab também reduz os níveis séricos de linfócitos envolvidos na inflamação alérgica e das citocinas que incrementam a resposta alérgica.
Clinicamente, essas ações acima repercutem com redução do número de exacerbações, redução do uso de corticoides inalatórios e sistêmicos, melhora da qualidade de vida, redução das visitas à emergência e redução dos sintomas, fatos apresentados pelos profs. Rob Niven (Reino Unido) e Gert-Jan Braunstahl (Holanda). A droga é bem tolerada em adultos e crianças e, devido a isso, a GINA 2011 recomendou a sua inclusão como terapia adjuvante em pacientes com asma acima dos 6 anos de idade. Braunstahl relatou que a preocupação existente com o risco de neoplasia com o omalizumab não tem razão de existir, pois a incidência de neoplasia primária em cinco anos é similar entre asmáticos que usam a droga e aqueles que não a usam.
Novos estudos sobre a aplicação do omalizumabe estão em andamento, segundo a prof.a Janice Canvin (Reino Unido). O estudo XPORT visa estudar o risco de suspensão da droga após uma terapia de longo prazo com sucesso. O XPAND e o ESPECT estudam a anafilaxia e o uso do omalizumab na gestação. O PROSE visa saber se o omalizumab pode ser usado para reduzir as exacerbações sazonais em crianças. Estudos no Japão e na China pretendem expandir o conhecimento sobre a ação da droga em não-caucasianos
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