NOVOS CRITÉRIOS TOMOGRÁFICOS PARA O DIAGNÓSTICO DA FIBROSE PULMONAR IDIOPÁTICA: CONHEÇA PRIMEIRO AQUI
Data de Publicação: 06/10/2017

A Sociedade Fleischner de Radiologia elaborou novos critérios diagnósticos para a identificação tomográfica da Pneumonia Intersticial Usual (UIP), o que dispensaria a realização de biopsia para o diagnóstico da Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI). Foram definidos agora 4 padrões de alterações intersticiais, e não mais três como até o momento se utiliza. Tais critérios ainda não foram publicados e, caso não ocorram alterações até a publicação do artigo, são eles:
1- PADRÃO UIP/FPI
• Distribuição à TCAR: predominância basal (ocasionalmente difusa) e subpleural, frequentemente hereogênea.
• Alterações tomográficas: faveolamento; padrão reticular com bronquiectasias/bronquiolectasias de tração. Ausência de alterações não-UIP.
2- PROVÁVEL UIP
• Distribuição à TCAR: predominância basal (ocasionalmente difusa) e subpleural, frequentemente hereogênea.
• Alterações tomográficas: padrão reticular com bronquiectasias/bronquiolectasias de tração. Ausência de faveolamento e de alterações não-UIP.
3- INDETERMINADO PARA UIP
• Distribuição à TCAR: variável ou difusa
• Alterações tomográficas: evidência de fibrose com algumas alterações sugestivas de padrão não-UIP.
4- ALTERAÇÕES CONSISTENTES COM DIAGNÓSTICOS ALTERNATIVOS
• Distribuição à TCAR: predominância nos lobos superiores; ausência de alterações subpleurais; extensa atenuação em mosaico.
Por esses novos critérios, seria dispensável a realização de biopsia pulmonar quando houvesse a presença de padrão UIP ou provável UIP associado a um contexto clínico característico de Fibrose Pulmonar idiopática: idade superior a 60 anos e ausência de exposição ou de doença do colágeno.
A biopsia pulmonar seria necessária quando houvesse um contexto clínico de FPI com um padrão de TCAR indeterminado ou sugestivo de um diagnóstico alternativo. Ou se deveria realizar a biopsia também em um quadro clínico indeterminado para FPI (idade abaixo dos 60 anos; exposição ambiental) com qualquer padrão tomográfico descrito acima.
Para ler o resumo do estudo que aponta o mecanismo de ação das novas drogas contra a FPI, clique aqui.
(MG)