PRIMEIRA DIRETRIZ EUROPEIA PARA BRONQUIECTASIAS: LEIA O RESUMO E FAÇA O DOWNLOAD
Data de Publicação: 13/10/2017

No último congresso europeu, realizado em Milão em outubro, foi apresentada a Diretriz para o Manejo das Bronquiectasias em adultos da European Respiratory Society. No mesmo dia dessa divulgação fizemos uma transmissão ao vivo pelo Facebook (você ainda pode assistir pela nossa Fanpage) contando as principais novidades. Elaboramos agora um resumo das dez principais recomendações dessa que é a primeira diretriz europeia sobre o tema e que você pode ler abaixo.
1. Todos os pacientes com bronquiectasias devem ter a causa da doença investigada por leucograma, imunoglobulinas, rastreio para Aspergilose Broncopulmonar Alérgica com IgE total e específica para Aspergillus ou teste cutâneo. Em pacientes selecionados deve-se investigar Micobacterioses Não-tuberculosas, Discinesia Mucociliar, etc.
2. Sugere-se tratar a exacerbação com 14 dias de antibióticos de acordo com os testes prévios microbiológicos do paciente e a gravidade da exacerbação.
3. Agentes anti-inflamatórios (budesonida, fluticasona e atorvastatina) não demonstraram efeitos sobre o risco de exacerbações, qualidade de vida e função pulmonar e não devem ser recomendados de rotina. Efeitos adversos foram aumentados com a atorvastatina. Corticoide inalado deve ser administrado apenas se houver evidência de asma ou DPOC.
4. Betagonistas inalados não devem ser administrados de rotina, exceto em pacientes com dispneia, antes dos antibióticos inalados e da fisioterapia ou na presença de asma ou DPOC.
5. Deve ser realizado tratamento para erradicar a Pseudomonas aeruginosa nos novos isolados. Não há evidências para erradicar outros patógenos que não a pseudomonas.
6. Recomenda-se o uso de macrolídeos por longo tempo (mais de 3 meses) para adultos com bronquiectasias mesmo não infectados pela psudomonas. Nos pacientes com contraindicação à droga e não infectados pela pseudomonas, sugere-se antibiótico oral prolongado (tetraciclina, amoxacilina).
7. Recomenda-se antibiótico inalado para pacientes com infecção crônica por P. aeruginosa. Para pacientes sem Pseudomonas, indica-se quando a profilaxia antibiótica via oral é contraindicada, não tolerada ou ineficaz.
8. Nos pacientes com dificuldade para higiene brônquica e pobre qualidade de vida recomenda-se o uso de agentes mucoativos: inalação com solução salina hipertônica e manitol inalado. Não se recomenda rhDNAse humana.
9. Tratamento cirúrgico está indicado apenas para pacientes com doença localizada e alta frequência de exacerbações. Também é indicada a ressecção nos casos de hemoptise maciça ou refratária à embolização brônquica. Lobectomia é a cirurgia mais frequente e a via por videotoracoscopia traz menos complicações.
10. Técnicas de higiene brônquica sob a supervisão de fisioterapeuta especializado devem ser realizadas 2x/dia nos pacientes com tosse produtiva ou dificuldade de expectorar. Programa de reabilitação pulmonar e exercícios regulares devem ser indicados para pacientes adultos com redução da capacidade de exercício.
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FONTE: Polverino E, Goeminne PC, McDonnell MJ, et al. European Respiratory Society guidelines for the management of adult bronchiectasis. Eur Respir J 2017; 50: 1700629 [https://doi.org/ 10.1183/13993003.00629-2017].