Data de Publicação: 20/07/2019

A atividade da Influenza nos Estados Unidos durante a temporada de 2018-19 (de 30 de setembro de 2018 a 18 de maio de 2019) foi a mais longa dos últimos 10 anos, com a duração de 21 semanas, e apresentou gravidade moderada. A atividade da doença começou a aumentar em novembro, atingiu o pico em meados de fevereiro e retornou à linha de base em meados de abril.
Houve predominância dos vírus influenza A e muito pouca atividade de influenza B. Duas ondas de influenza A foram notáveis durante esta temporada prolongada: vírus influenza A (H1N1) pdm09 de outubro de 2018 até meados de fevereiro de 2019 e vírus influenza A (H3N2) de fevereiro a maio de 2019. Comparado com a temporada de influenza 2017–18, as hospitalizações nesta temporada foram menores para adultos, mas foram semelhantes para crianças.
A vacina anual contra a Influenza continua sendo a melhor maneira de se proteger contra a gripe sazonal e suas consequências potencialmente graves. No entanto, a vacina contra a gripe acabou sendo uma grande decepção nos EUA, pois não funcionou contra um vírus da gripe que apareceu na metade da última temporada.
A vacina contra a gripe estava funcionando bem no início da temporada americana, com eficácia de 47% em fevereiro. Mas foi virtualmente inútil durante uma segunda onda impulsionada por um novo vírus, com apenas 9% de eficácia. Com isso, a eficácia geral caiu para 29%, uma das mais baixas da história.
No Brasil, segundo o último boletim do Ministério da Saúde, na atual temporada de gripe predomina o vírus Influenza A H1N1 (47,4%), seguido pelo Influenza B (28,5%), Influenza A H3N2 (19,8%) e 4,3% do casso foram de Influenza A não tipado. Já ocorrem 497 mortes por Influenza em nosso país desde o 01 de janeiro de 2019 e 50% delas foram em adultos maiores que 60 anos de idade.
Para ver um Caso em Discussão sobre Influenza A H1N1 no PneumoImagem, clique aqui.
FONTES:
CDC Weekly / June 21, 2019 / 68(24);544–551
MS-Secretaria de Vigilância em Saúde; informe 25/06/2019.
(MG)