DESTAQUES DO CHEST 2015: INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS GRAVES E NOVOS ANTIBIÓTICOS
Data de Publicação: 30/10/2015

Problema grave hoje são as infecções em UTI por germes resistentes aos antibióticos. O grau de resistência dos patógenos gram-negativos, especialmente os produtores de betalactamases, aumentou de modo expressivo nos últimos 18 anos. Somente três novos antibióticos foram aprovados nos últimos 15 anos contra patógenos gram-negativos resistentes, o que é preocupante. Entre as poucas opções disponíveis para essas infecções temos hoje polimixinas, carbapenêmicos e a tigeciclina, o que as tornam muito graves.
Como perspectiva para esse problema, foram apresentados no CHEST 2015 dez novas drogas em estudo (entre as fases 1-3) contra gram-negativos multirresistentes: algumas cefalosporinas, carbapenenêmicos, um aminoglicosídeo, uma fluorociclina e um disruptor de membrana celular (briacidina) e dois siderofonos (inibidore de síntese de parede celular).
Contra patógenos gram-positivos, há oito novas drogas existem em fases de estudo ou aprovação nos EUA. Entre essas, a ceftarolima já está aprovada e disponível no Brasil.
Para o correto tratamento dessas infecções hospitalares mais graves, é fundamental entender a epidemiologia do local do trabalho para se fazer a escolha certa do antimicrobiano a ser usado. Dose, tempo de infusão da droga, tempo de duração tratamento e descalonamento de acordo com os resultados microbiológicos também são importantes.
Veja imagens de pneumonia por S. aureus no PneumoImagem, clique aqui.