PESQUISA DE IMAGENS

 

Central de Downloads

Encontre em nossa área de downloads vários arquivos e PDF, PPT, WORD, entre outros. Todos os arquivos com relevância para sua pesquisa.

Sessão Retrô

Artigos que contam a história da pneumologia.

DESTAQUES DO CHEST 2015: COLONIZAÇÃO, ANTIBIÓTICO INALATÓRIO E MACROLÍDEOS EM BRONQUIECTASIAS

Data de Publicação: 04/11/2015

DESTAQUES DO CHEST 2015: COLONIZAÇÃO, ANTIBIÓTICO INALATÓRIO E MACROLÍDEOS EM BRONQUIECTASIASMesa redonda no CHEST 2015 sobre avanços no tratamento das bronquiectasias contou com a participação de importantes pesquisadores da área. O prof Stuart Elborn, falando sobre a importância do microbioma pulmonar na doença, demonstrou novos dados onde a morbidade da doença (exacerbações e internações) está diretamente relacionada à colonização por Pseudomonas aeruginosa (PA) e patógenos Gram-negativos não fermentadores.

COLONIZAÇÃO E ANTIBIÓTICO INALATÓRIO
Dados não publicados do prof. Einarsson sugerem maior presença de colonização por PA em Fibrose Cística (FC) que em Bronquiectasias não FC ou DPOC. A presença de Prevotella pode ser preditor da presença de Micobactérias não-tuberculosas nos bronquiectásicos.

Quanto à terapia por antibiótico inalatório, esta não deve ser recomendada rotineiramente. O prof. Alan Barker demonstrou que os maiores avanços estão por vir com o aztreonam e a colistina. Diretriz britânica (2010) recomenda o uso de antibiótico inalatório nos casos de bronquiectasias não fibrocísticas com mais de três exacerbações no ano ou naqueles com menos exacerbações mas significativa morbidade. Uso prolongado pode ser recomendado para os doentes colonizados por PA e a escolha do antibiótico deve ser guiada pelos testes de sensibilidade. A escolha da terapia antibiótica inalatória é reforçada pela diretriz neozelandesa de 2015, que sugere o uso nos casos com frequentes exacerbações e/ou colonização por PA.

Revisão Cochrane de 2014 concluiu que os antibióticos inalados são efetivos e com um perfil de segurança aceitável para adultos com bronquiectasias não fibrocísticas. Eles reduzem exacerbações e a carga bacteriana, mas não melhoram a função pulmonar, a qualidade de vida e o número de hospitalizações.

USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS
Profª. Anne O'Donnel (foto) apresentou os últimos importantes estudos com o uso crônico de azitromicina em bronquiectasias: EMBRACE, BAT e BLESS. Todos concluíram que há redução significativa das exacerbações e o mesmo foi confirmado por metanálise de 2014 (Wu Q. et al). A preocupação maior com o uso dos macrolídeos é o risco cardíaco, os efeitos sobre o sistema digestivo e auditivo, a resistência bacteriana, a mudança no microbioma e a resistência das micobactérias não tuberculosas (MNTB) aos macrolídeos.

Sobre o uso dos corticóides inalatórios, os melhores resultados foram obtidos quando associados a broncodilatadores de longa ação, mas há risco aumentado de hemoptise (estudo coreano) com o uso da droga e de MNTB (estudos dinamarquês e americano).

As terapias com anti-inflamatórios em bronquiectasias não devem ser utilizadas como rotina. As dúvidas que persistem sobre o uso de macrolídeos e corticoides inalatórios são sobre quais pacientes se beneficiariam com o uso dessas drogas.

Leia sobre o uso inalatório de manitol em pó em bronquiectasias no PneumoImagem, clique aqui.

Compartilhe: