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Artigos que contam a história da pneumologia.

DESTAQUES DO ERS2016: NOVAS DIRETRIZES PARA O MANEJO DA TUBERCULOSE

Data de Publicação: 07/09/2016

DESTAQUES DO ERS2016: NOVAS DIRETRIZES PARA O MANEJO DA TUBERCULOSESessão do ERS2016 abordou a importância da tuberculose (TB) em todo mundo e os ambiciosos planos da Organização Mundial da Saúde de acabar com a epidemia global da doença em todo o mundo. Os objetivos são os de reduzir as mortes por TB em 95% até 2035, e reduzir a taxa de incidência da TB em 90% durante o mesmo período. A ideia é que, até 2050, a doença atinja a incidência de um 1/milhão.

Há poucas semanas, e noticiado pelo PneumoImagem, foram lançadas as novas diretrizes conjuntas da ERS e ATS para o manejo da TB. Dr. Payam Nahid, professor da Universidade da California, São Francisco, apresentou no ERS2016 um resumo com os destaques desse novo documento.

Resumidamente, as novas diretrizes sugerem:
1- Que seja utilizada a estratégia DOT (tratamento supervisionado) para todos os casos de tuberculose, apesar do baixo grau de evidência que existe na literatura.

2- Que o uso da medicação deve ser diário, e não intermitente, especialmente na fase intensiva de tratamento. Na fase subsequente a medicação poderia ser dada de modo intermitente (3x/semana). Esquema com dose apenas semanal não deve ser utilizado.

3- Nos casos de coinfecção pelo HIV, os antirretrovirais devem ser dados concomitantemente ao tratamento para TB, exceto nos casos de meningite: dentro das primeiras duas semanas nos doentes com CD4<50mm3; após 8-12 semanas nos casos com CD4>50mm3. Essa recomendação possui alto grau de evidência.

4- A duração do tratamento deve ser de seis meses, inclusive para os pacientes HIV+ que receberam antirretrovirais. Aqueles que não fizeram uso de antirretrovirais, a terapia pode ser estendida até 9 meses (baixo grau de evidência).

5- Nos casos de pericardite tuberculosa, a recomendação de corticoides sistêmicos não deve ser usada como rotina devido ao baixo grau de evidência.

6- Nos casos de meningite tuberculosa, há evidências para o uso de corticoide sistêmico (dexametasona ou prednisolona) nas primeiras seis semanas de tratamento.

7- Adultos e crianças HIV negativos e com formas paucibacilares da doença (escarro e cultura negativos), o tratamento pode ser encurtado para quatro meses (baixo grau de evidência).

Para fazer o download gratuito do novo documento completo das novas diretrizes ATS/ERS/OMS para o manejo da TB, clique aqui.

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