DESTAQUES DO ERS2016: MICROBIOMA PULMONAR
Data de Publicação: 05/09/2016

Até há algum tempo acreditava-se que o pulmão era um órgão livre da colonização bacteriana. Atualmente, mais de 25 estudos, que envolveram mais de 700 indivíduos, detectaram material de DNA bacteriano em pulmões saudáveis, indicando que uma flora bacteriana deve habitar os pulmões naturalmente.
Dr. Robert Dickson, da Universidade de Michigan, em sua apresentação demonstrou que essas bactérias penetram e colonizam os pulmões provêm da orofaringe principalmente pela via da microaspiração crônica, além da via inalatória e da dispersão direta pela mucosa. Quando as defesas naturais para a eliminação dessa microbiota (tosse, clearence mucociliar e defesas inatas e adaptativas) não são suficientes, pode o pulmão ficar doente.
Contribui para esse balanço entre a migração de bactérias e a eliminação das mesmas as condições do meio, tais como a disponibilidade de nutrientes, a tensão de oxigênio, temperatura, pH, concentração e ativação de células inflamatórias, competição local dos micro-organismos e as interações destes com as células epiteliais de defesa.
O microbioma pulmonar alterado na doença é único para cada paciente e pode ser preditivo para:
• Progressão da doença e mortalidade na Fibrose Pulmonar Idiopática.
• Frequência de exacerbações em bronquiectasias
• Resposta aos macrolídeos e corticoides na asma.
O microbioma pulmonar pode ser alterado pelo uso de:
• Antibióticos
• Inibidores de Bomba de Prótons
• Oxigênio
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