DPOC: DOENÇA OU SÍNDROME? VEM AÍ UMA NOVA CLASSIFICAÇÃO
Data de Publicação: 17/02/2018

A partir dos avanços no conhecimento da DPOC, o nome da doença sempre foi questionado. Seria ela uma doença ou um termo guarda-chuva que descreve uma síndrome clínica que inclui várias DPOCs?
Os estudos epidemiológicos, os avanços em genética, biologia molecular, pesquisa translacional, o advento da tomografia computadorizada dos pulmões e da bioinformática, levantaram a questão que a DPOC como uma única entidade causada pela susceptibilidade à fumaça do cigarro não é mais sustentável.
Além disso, o conceito aceito de que a DPOC resulta de uma perda rápida e progressiva da função pulmonar ao longo do tempo não é verdade para uma proporção considerável de adultos com a doença. Sabe-se hoje que algumas predisposições genéticas e / ou diferentes interações ambientais (nutricionais, infecciosas, poluentes e imunológicas) podem modular de forma negativa o desenvolvimento pulmonar e levar a uma limitação do fluxo de ar e algumas pessoas apresentam sintomas que são semelhantes, se não idênticos, aos pacientes com DPOC (incluindo episódios de "exacerbação"), mas não possuem espirometria anormal.
Então, a DPOC é uma doença ou síndrome? Nessa revisão, os autores Bartolomé Celli1 e Alvar Agustí propõem manter o termo DPOC, bem conhecido e aceito, mas argumentam que a DPOC é claramente uma síndrome, conforme definida por um conjunto de sinais e sintomas médicos que estão correlacionados entre si sem necessariamente vinculá-los a uma única patogênese identificável.
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