PESQUISA INÉDITA MOSTRA PANORAMA DA SAÚDE RESPIRATÓRIA NO BRASIL
Data de Publicação: 20/08/2015

As estatísticas apontam que cerca de 20 milhões de pessoas têm asma no país, enquanto a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), consequência do tabagismo, é reconhecida como a 4ª causa de morte no mundo e atinge sete milhões de pessoas só no Brasil. Mas qual seria o conhecimento e a relação do brasileiro com essas doenças? Para entender melhor o cenário, a Boehringer Ingelheim do Brasil, encomendou ao Ibope a coleta de dados de uma pesquisa nacional com pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades.
A pesquisa, feita com 2.010 pessoas entre os 18 e os 65 anos de idade, entre maio e junho de 2015, demonstrou que 44% dos brasileiros apresentam sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito, coriza) que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma, bronquite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Desta parte da população, 35% disseram ter “asma” e 37% citaram “bronquite crônica” .
Quando os dados foram comparados por região, a maior prevalência de sintomas respiratórios (65%) ocorreu nos Estados da região Sul do Brasil, enquanto apenas 34% da população da Região Norte e Centro-Oeste mencionaram alguma das doenças.
A presença de sintomas respiratórios também diferiu entre os sexos: 39% dos homens e 46% das mulheres responderam ter tido a saúde afetada por doenças respiratórias. Essa prevalência maior entre mulheres adultas coincide com os dados publicados pela Organização Mundial da Saúde, que estimou que 50-60% dos indivíduos que procuram as Unidades Básicas de Saúde dos países em desenvolvimento são mulheres.
Chama a atenção e são preocupantes os dados em relação aos pacientes que disseram ter “asma” e a sua percepção de controle versus o entendimento sobre as consequências da doença em sua vida. Embora 91% percebam sua doença como “controlada”, 72% reconhecem consequências da ‘asma’ nas atividades de rotina simples, como praticar exercícios físicos (74%), respirar (64%), dormir (53%) e trabalhar (45%). Essa contradição alerta para a percepção equivocada que os pacientes parecem ter em relação aos sintomas respiratórios, que não são valorizados. Consequentemente, podem não receber a avaliação médica adequada.
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