VIDEOCONFERÊNCIA SOBRE CIGARROS ELETRÔNICOS: LEIA O RESUMO
Data de Publicação: 20/03/2015

Sob a coordenação de colegas pneumologistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e contando com a participação de outros especialistas, docentes das Universidades Federais do Pará, de Goiás, Bahia e Brasília, ocorreu esta semana uma videoconferência com o Prof. Dr. Alberto Araújo sobre o tema "Cigarros Eletrônicos". O Dr. Jorge Pereira, pneumologista e professor da Universidade Federal da Bahia, resumiu os principais tópicos discutidos.
Cigarros eletrônicos são dispositivos criados com o objetivo de simular a sensação de fumar um cigarro comum e eles contêm apenas a nicotina, responsável pela dependência química. O e-cigarro está livre das outras 4.700 substâncias presentes nos cigarros tradicionais, muitas delas capazes de causar diversas doenças, dentre elas o câncer de pulmão e de outros órgãos.
Na composição do cigarro eletrônico a nicotina é diluída em uma substância, habitualmente o propilenoglicol. Essa mistura costuma ser comprada em refis e armazenada em um reservatório presente no dispositivo. Esse reservatório está ligado a um vaporizador que transforma o líquido em fumaça. Na extremidade que corresponde ao filtro, o usuário pode tragar essa fumaça. No pólo oposto, acende-se uma luz do tipo LED sempre que o vaporizador é ativado. Embora o propilenoglicol seja uma substância segura para a saúde humana, quando serve de diluente para a nicotina e é vaporizada e inalada, libera o formaldeído em concentrações de 5 a 15 vezes maiores do que encontradas nos cigarros tradicionais, reconhecidamente um agente cancerígeno.
Os cigarros eletrônicos representam, portanto, um engodo à população, uma forma de atrair os jovens para a dependência química e, em uma etapa posterior, tornarem-se consumidores de cigarros comuns. Não devem ser utilizados em programas de cessação do tabagismo no lugar da terapia de reposição da nicotina devido às impurezas e às altas concentrações presentes de formaldeído nesses compostos dos cigarros eletrônicos. Os e-cigarros representam um retrocesso com relação à política de restrição do fumo em ambientes fechados sob a falsa alegação de que não trazem prejuízos à saúde dos não-fumantes.
Embora os cigarros eletrônicos sejam comercializados em diversos países do mundo, no Brasil sua venda é proibida pela Anvisa e as sociedades médicas devem alertar a população quanto ao risco que representam.
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