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Artigos que contam a história da pneumologia.

CONHEÇA A DECAF, NOVA ESCALA PARA PREVER MORTALIDADE NAS EXACERBAÇÕES EM DPOC: FAÇA O DOWNLOAD

Data de Publicação: 27/05/2016

CONHEÇA A DECAF, NOVA ESCALA PARA PREVER MORTALIDADE NAS EXACERBAÇÕES EM DPOC: FAÇA O DOWNLOADAs exacerbações agudas da DPOC (EADPOC) estão associadas com piora dos sintomas, da função pulmonar, da qualidade de vida e aumenta o risco de mortalidade. A mortalidade intra-hospitalar é relatada entre 4,4% e 7,7% e não se consegue predizer o prognóstico em pacientes hospitalizados com EADPOC. Para isso, foi proposta uma ferramenta de previsão que estratifica os pacientes de acordo com o risco de mortalidade.

O escore DECAF, composto por Dispneia, Eosinopenia, Consolidação pulmonar, Acidemia, e Fibrilação atrial foi derivado de uma grande coorte de pacientes consecutivos hospitalizados com EADPOC. É uma escala simples de aplicar à beira do leito e prevê a mortalidade intra-hospitalar por meio de índices rotineiramente disponíveis na admissão. Dentre esses cinco preditores que compõem a pontuação, o mais forte é a dispneia, avaliada pela escala estendida do Medical Research Council.

O grupo do UK National COPD recomendou em 2014 que a pontuação DECAF seja documentada em todos os pacientes internados com exacerbação da doença, mas observou que a validação dessa escala fosse necessária, objetivo do presente estudo.

Esse grande estudo multicêntrico com 1925 pacientes internados com EADPOC confirmou que a pontuação DECAF é um preditor robusto de mortalidade e que pode ser facilmente aplicado à beira do leito usando índices disponíveis rotineiramente na admissão. Como no estudo original, o escore DECAF foi superior a outras escalas (BAP-65, CAPS, APACHE II, CURB-65), por vezes utilizados para prever a mortalidade em curto prazo dos pacientes com EADPOC.

A pontuação DECAF de alto risco está associada com um alto risco de morte, especialmente para os pacientes com pontuação DECAF 5 ou 6, no qual o tempo médio para a morte foi de apenas 2 dias. Tais pacientes podem ser selecionados para início de cuidados alternativos ou paliativos, mas a janela para a intervenção é curta. Entre os pacientes que sobrevivem até a alta, o tempo de permanência hospitalar aumenta gradativamente com a maior pontuação DECAF.

Tanto no estudo que originou a escala como no atual, a gravidade da dispneia avaliada pela pontuação eMRCD foi o mais forte preditor único de mortalidade e um preditor superior ao da escala tradicional MRC. Várias versões da escala MRCD tradicional existem, o que pode conduzir a diferenças na pontuação que não são suportadas pela evidência científica.

Os autores concluem que o DECAF é um preditor robusto de mortalidade, utilizando índices disponíveis rotineiramente na admissão. A sua generalização é suportada pelo forte e consistente desempenho. O DECAF pode identificar os pacientes de baixo risco (DECAF 0-1) e que são potencialmente adequados para tratamento em Home Care ou receber alta precoce; e os pacientes de alto risco (DECAF 3-6), que podem ser selecionados para início de tratamento paliativo apropriado.

FONTE: Echevarria C et al. Thorax. 2016;71(2):133-140.

Para fazer o download do artigo original e conhecer a escala eMRCD para avaliar dispneia, clique aqui.

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