FATORES ASSOCIADOS A MUDANÇAS NA FREQUÊNCIA DAS EXACERBAÇÕES EM DPOC
Data de Publicação: 02/10/2013

Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) podem ser classificados como tendo exacerbações frequentes (FE) ou infrequentes (IE), dependendo se eles apresentam duas ou mais (FE), ou um ou zero (IE) exacerbações por ano. Embora a maioria dos pacientes não mudem de categoria a cada ano, alguns farão isso e os fatores associados a esse comportamento não foram examinados.
O estudo ECLIPSE (Evaluation of COPD Longitudinally to Identify Predictive Surrogate Endpoints) acompanhou 1832 pacientes anualmente por dois anos. Entre os anos 1 e 2, 221 pacientes (17%) mudaram de IE para FE e 210 pacientes (39%) de FE a IE. Doença mais grave foi associada com a mudança do IE para FE, e doença menos grave de FE para IE.
Pequenas quedas no FEV1 e curta distância no teste da caminhada de 6 minutos no ano anterior foram associadas com a mudança do IE para FE. Pequenas quedas na contagem de plaquetas foram associadas com a mudança de FE a IE. Esses resultados indicaram que nenhum parâmetro prevê claramente uma mudança iminente de categoria de frequência de exacerbação.
Frequência de exacerbação é um fenótipo importante na DPOC. Alguns pacientes podem passar de uma categoria para outra, mas não há explicação clara ou marcador que identifique quais são mais propensos a mudar de categoria. Assim, é preciso de ter em conta que todos os pacientes durante o curso da doença estão em risco de se tornarem exacerbadores frequentes.
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Fonte: Gavin C Donaldson, Hanna Müllerova, Nicholas Locantore, John R Hurst, Peter MA Calverley, Jorgen Vestbo, Antonio Anzueto, Jadwiga A Wedzich. Respiratory Research. 2013;14(79).