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Artigos que contam a história da pneumologia.

QUAIS PATÓGENOS SÃO MAIS FREQUENTES EM PNEUMONIA DA COMUNIDADE? VEJA OS RESULTADOS DO ESTUDO EPIC

Data de Publicação: 18/07/2015

QUAIS PATÓGENOS SÃO MAIS FREQUENTES EM PNEUMONIA DA COMUNIDADE? VEJA OS RESULTADOS DO ESTUDO EPICPneumonia adquirida na comunidade (PAC) é a principal causa infecciosa de hospitalização e morte. Devido à dificuldade em se isolar o patógeno, o tratamento inicial na grande maioria das vezes é empírico e baseado em dados epidemiológicos. O estudo EPIC (Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Etiology of Pneumonia in the Community study) foi delineado para se estudar o perfil etiológico da PAC internada entre adultos norteamericanos. O estudo foi multicêntrico, prospectivo e utilizou confirmação radiográfica e extensos métodos diagnósticos para determinar a incidência e as causas microbiológicas de PAC que necessitaram internação.

Foram incluídos adultos hospitalizados com pneumonia adquirida na comunidade maiores de 18 anos de idade em cinco hospitais em Chicago e Nashville. Os pacientes com hospitalização recente ou imunossupressão grave foram excluídos. Sangue, urina e secreções respiratórias foram coletados de forma sistemática para a cultura, testes sorológicos, detecção de antígeno e testes de diagnóstico molecular. Radiologistas revisaram independentemente radiografias de tórax.

De janeiro de 2010 até junho de 2012 foram incluídos 2.488 de 3.634 adultos elegíveis (68%). Entre 2320 adultos com evidência radiográfica de pneumonia (93%), a idade média dos pacientes foi de 57 anos; 498 pacientes (21%) necessitaram de cuidados intensivos e 52 (2%) morreram. Entre 2259 pacientes que tiveram evidência radiográfica de pneumonia e amostras disponíveis para testes bacteriano e viral, patógenos foram detectados em 853 (38%): um ou mais vírus em 530(23%), bactérias em 247 (11%), infecção mista bacteriana e viral em 59 (3%), micobacteria ou fungo em 17 (1%).

Os agentes patogênicos mais comuns foram rinovírus humanos (em 9% de doentes), vírus da influenza (em 6%), Streptococcus pneumoniae (em 5%). A incidência anual de pneumonia foi calculada em 24,8 casos por 10.000 adultos, com as taxas mais elevadas entre os adultos 65 a 79 anos de idade (63,0 casos por 10.000 adultos) e os 80 anos de idade ou mais ( 164,3 casos por 10.000 adultos). Para cada patógeno, a incidência aumentou com a idade.

Apesar dos extensos testes realizados para diagnóstico, nenhum patógeno foi isolado na maioria dos pacientes (62%). Entre os patógenos, os vírus respiratórios foram detectados com mais frequência do que as bactérias. Possíveis razões para a baixa detecção de patógenos e a maior incidência de vírus incluem a incapacidade de se obter amostras do trato respiratório inferior, o uso de antibióticos antes da coleta da amostra, testes de diagnóstico insensíveis para agentes patogênicos conhecidos ou a falta de testes para outros patógenos reconhecidos (por exemplo, Coxiella), e as possíveis causas não infecciosas (por exemplo, pneumonite por aspiração). A baixa prevalência de enterobactérias e outras bactérias gram-negativas foram, provavelmente, devido à exclusão de pacientes com fatores de risco conhecidos para estas bactérias (por exemplo, pacientes com hospitalização recente, os pacientes com imunossupressão grave e os moradores do lar de idosos), o que é consistente com o conceito contemporâneo de pneumonia adquirida na comunidade.

O estudo EPIC demonstra a crescente evidência da contribuição dos vírus para internações de adultos, destacando a utilidade dos métodos moleculares para a detecção de patógenos respiratórios. Os autores também ressaltam que a menor incidência do pneumococo pode refletir uma proteção indireta de adultos como um resultado da vacinação pneumocócica pediátrica nos Estados Unidos.

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.

FONTE: Jaim S et. Al. NEJM, 2015. July 14, 2015DOI:10.1056/NEJMoa1500245.

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