PESQUISA DE IMAGENS

 

Central de Downloads

Encontre em nossa área de downloads vários arquivos e PDF, PPT, WORD, entre outros. Todos os arquivos com relevância para sua pesquisa.

Sessão Retrô

Artigos que contam a história da pneumologia.

TRATAMENTO CIRÚRGICO NA TUBERCULOSE MULTIRRESISTENTE

Data de Publicação: 28/01/2015

TRATAMENTO CIRÚRGICO NA TUBERCULOSE MULTIRRESISTENTEOs patógenos tendem a desenvolver resistência aos medicamentos e a tuberculose não é uma exceção. A emergência da resistência aos medicamentos contra a tuberculose e em particular a Tuberculose Multidrogarresistente (TB-MDR) tornou-se um dos maiores problemas de saúde pública em vários países.

A TB-MDR é definida com a presença de resistência a pelo menos Isoniazida (H) e Rifampicina (R) sem ou com combinação de resistência a outros medicamentos antituberculose. A Tuberculose Extremamente Resistente (TB-XDR) é definida como a resistência a pelo menos Isoniazida e Rifampicina, a qualquer fluoroquinolona e a pelo menos um dos três medicamentos injetáveis de segunda linha (Amicamicina, Canamicina ou Capreomicina).

São necessárias novas abordagens no tratamento da TB-MDR e poucos estudos que envolvem o papel da cirurgia nessa condição são disponíveis. Em casos selecionados onde há falência do tratamento ou recidiva e a função pulmonar for compatível, a cirurgia pode ser indicada.

Entre os 75 doentes acompanhados por Vashakidze e col., a lobectomia foi o procedimento mais realizado (54%), seguido pela segmentectomia (35%) e pneumectomia (11%). Não houve mortalidade pós-operatória e os fatores de risco relacionados com os piores resultados foram TB-MDR bilateral, maior número de medicamentos eficazes recebidos, cultura de escarro positiva pré-operatória e complicações cirúrgicas maiores no pós-operatório.

A viabilidade da cirurgia torácica videoassistida (VATS) em ressecção terapêutica de pulmão não foi ainda validada. Recentemente, Yen e col. apresentaram os resultados de 123 pacientes tratados com VATS, sendo que em 60 deles a cirurgia foi convertida para toracotomia. Os pacientes que foram submetidos à VATS tiveram significativamente menos perda de sangue, menor tempo de internação e menos complicações. As lesões tratadas com pneumectomia ou que necessitaram toracoplastia não puderam ser realizadas pela VATS. Os autores concluíram que a VATS pode ser eficaz em tuberculose pulmonar para ressecções terapêuticas em cunha, lobectomias isoladas e segmentectomias simples, lobectomia combinada com ressecção em cunha ou segmentectomias. As lesões tuberculosas que exigem pneumectomia ou toracoplastia ainda são os principais desafios para a VATS.

Veja imagens de Tuberculose no PneumoImagem, clique aqui.

FONTES: Vashakidze.S ET AL. Ann Thorc Surg. 2013; 95:1892-8.
Yen YT et al. Ann Thorac Surg. 2013;95:257-63.


Compartilhe: