REVISÃO SOBRE O USO DE MACROLÍDEOS EM PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE
Data de Publicação: 31/01/2015

A cobertura para patógenos atípicos de rotina em Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é assunto polêmico e controverso. Estudos que indicam alta prevalência desses patógenos em PAC, a dificuldade do seu isolamento pelos meios convencionais de cultura associadas às propriedades imunomoduladoras dos macrolídeos fazem com que as principais Diretrizes de Tratamento indiquem a cobertura antibiótica para patógenos atípicos.
Metanálise avaliou todos os ensaios clínicos randomizados e controlados e os estudos observacionais comparando macrolídeos a outros regimes de tratamento em adultos hospitalizados com Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC). O análise incluiu 23 estudos e 137.574 pacientes.
No geral, o uso do macrolídeo foi associado a uma redução da mortalidade estatisticamente significativa em comparação com o seu não uso (3,7% vs 6,5%; RR, 0,78; P = 0,01). Não houve vantagem de sobrevivência e a heterogeneidade dos estudos foi reduzida quando as análises foram restritas aos ensaios randomizados (P=0,66) ou com os doentes tratados com antibióticos de orientação concordante ao macrolídeo (P = 0,22).
Os autores concluíram que em pacientes hospitalizados com PAC, regimes baseados em macrolídeos foram associados a uma redução significativa de 22% na mortalidade em comparação com o não uso dos macrolídeos. No entanto, este benefício não se estendeu aos pacientes estudados em ensaios clínicos randomizados ou pacientes que receberam antibióticos com orientação concordante, isto, com cobertura para patógenos atípicos. Também afirmaram a importância do seguimento das diretrizes no que tange à escolha antibiótica em PAC.
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FONTE: Asadi L. et al. Clin Ifecr Dis 2012; 55 (3): 371-80.