NOVAS ANOMALIAS GENÉTICAS DESCOBERTAS EM CÂNCER DE PULMÃO
Data de Publicação: 02/01/2015

Ao analisar o DNA e RNA de cânceres de pulmão, os pesquisadores descobriram que os pacientes cujos tumores continham um grande número de fusões de genes tiveram resultados piores do que os pacientes com menos fusões de genes. Além disso, os pesquisadores identificaram várias novas anomalias genéticas que ocorrem no câncer de pulmão, inclusive em pacientes com história de tabagismo. Estas novas anomalias podem ser alvos para o desenvolvimento de novos tratamentos.
O estudo analisou 753 amostras de câncer de pulmão em fumantes e não-fumantes. As primeiras 153 amostras vieram da Universidade de Michigan e foram combinadas com 521 amostras de um relatório publicado pelo Cancer Genome Atlas.
Os pesquisadores descobriram 6348 fusões únicas com uma média de 13 fusões por amostra de tumor. Anomalias em 2 vias gênicas foram mais prevalentes: a via de Hipona, que foi previamente ligada a alguns cânceres raros, e NRG1, que não tenha sido vista em câncer.
Os pesquisadores sabem que três fusões de genes comuns - envolvendo ALK, RET, e ROS - desempenham papel em cerca de 5% dos cânceres do pulmão, mas principalmente em não-fumantes. As novas anomalias foram encontradas apenas em pacientes que não tiveram ALK, RET ou ROS fusões.
Esses resultados indicam que os cânceres de pulmão relacionados ao tabagismo são mais genomicamente complexos, pois os eventos de fusão gênica parecem ser freqüentes. A equipe de investigação sugere explorar estes inibidores como potenciais terapêuticos no câncer de pulmão.
Além disso, a descoberta de que o número de fusões de genes pode se relacionar ao prognóstico sugere que isso pode ajudar os médicos a determinar quão agressiva é a doença e adaptar o tratamento de acordo com o tumor em cada paciente.
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FONTE: University of Michigan Comprehensive Cancer Center