NOVAS DIRETRIZES SOBRE EMBOLIA PULMONAR: FAÇA O DOWNLOAD
Data de Publicação: 23/09/2014

Foram lançadas novas e atualizadas diretrizes para o manejo do Tromboembolismo Pulmonar (TEP) simultaneamente com a publicação online no European Heart Journal. Esta atualização é o mais abrangente conjunto de diretrizes no campo do TEP.
Como destaques dessa atualização, a estratificação de risco não é mais apenas de baixo risco, risco intermediário (“TEP submaciço”) e alto risco ("TEP maciço"). A categoria de risco intermediário, que sempre foi a mais controversa, foi aperfeiçoada. Sempre se soube que há um amplo espectro de pacientes na categoria de TEP com risco intermediário, desde indivíduos saudáveis até os efetivamente doentes. Na nova classificação, os doentes na categoria de risco intermediário são selecionados não só por apresentarem alargamento do ventrículo direito e disfunção ventricular direita, mas também pela elevação de seus níveis de troponina, indicando microinfartos do miocárdio do ventrículo direito. Esses pacientes potencialmente são os mais beneficiados com terapias avançadas, além da anticoagulação.
Outro ponto importante é que as diretrizes atualizadas reconhecem plenamente os novos anticoagulantes orais, ressaltando sua eficácia não inferior à tradicional heparina de baixo peso molecular (HBPM) seguida pela varfarina. Em termos de segurança, há fortes sinais de superioridade dos novos anticoagulantes, com uma redução de 50% na hemorragia intracraniana em toda a linha, independentemente de qual dos quatro novos anticoagulantes orais é usado. Há também evidência convincente de uma redução de grandes hemorragias em comparação com a tradicional anticoagulação com HBPM como uma ponte para a varfarina.
As novas diretrizes deixam ao critério do profissional a escolha entre o método mais antigo de HBPM-varfarina ou os novos agentes, não tomam uma posição firme sobre este assunto.
Alguns dos outros temas abordados são a forma de tratar as gestantes com TEP, como lidar com pacientes com câncer e TEP e como manejar os doentes que desenvolvem hipertensão pulmonar tromboembólica crônica.
Para baixar as novas diretrizes sobre TEP, clique aqui.
FONTE: European Heart Journal (2008) 29, 2276–2315 doi:10.1093/eurheartj/ehn310